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sexta-feira, 3 de abril de 2015

18 = O TRABALHO PARA A ESCOLA
GEESE
O discípulo deve agir como porta-voz do Divino Mestre, divulgador de seus ensinamentos redentores, e isso ocorre dentro de tarefa maior da FDJ, que é transformar-se em poderosa coluna de sustentação do Espiritismo religioso em nosso País. do opúsculo Aos Discípulos de Jesus, Edgard Armond, item Difusão das Verdades Evangélicas.
Continuando com os preceitos das Escolas de Iniciação, após tratarmos da segunda linha do trabalho (com e para Pessoas - veja O Trevo edição outubro), seguimos descrevendo a terceira linha onde se trabalha para a Escola.
Para se trabalhar para a Escola é indispensável compreendê-la e, também, as suas metas e necessidades. Isso exige tempo e preparo. Alguns podem até começar pela terceira linha e reconhecê-la com facilidade.
Dizendo que uma escola de autoconhecimento não é Escola de Iniciação, compreende-se que ela só possui uma linha de trabalho: o estudo do ensinamento e de si mesmo. Realmente estudar em grupo permite aos participantes travarem contato com a segunda linha e, assim, terem contato com as dificuldades de convivência e, se sua visão for bastante ampla, poderão vislumbrar a segunda e a terceira linhas de trabalho.
Entretanto não se pode esperar muito das escolas não iniciáticas, no sentido de transformação do ser.
Na terceira linha, assim como na primeira, pode-se manifestar certa iniciativa, mas é preciso exercer um controle sobre si e não se permitir tomar decisões contrárias às regras e princípios da Escola.
Trabalhando pela Escola pensamos nela, no geral e na organização, como um todo. Pensamos no que é útil e necessário para seu funcionamento e continuidade.
Assim, este trabalho diz respeito à ideia global, de todo o presente e futuro da Escola. Se não pensarmos nisso e não tivermos essa compreensão, então as duas primeiras linhas não produzirão seu pleno efeito.
A terceira linha tem relação com o mundo exterior, o bom e o mau passam a ser o que ajuda ou prejudica a existência e o trabalho de toda a Escola, de modo que a abrangência desta linha é mais ampla.
A Escola e sua organização devem ser o objeto do nosso estudo. A ideia, as necessidades e as formas da organização são assuntos nossos, de ninguém mais. Todos devem participar dela quando puderem. A ninguém é solicitado fazer o que não pode, mas todos devem pensar e compreender a necessidade de trabalhar na terceira linha.
Nesta linha, não é importante o fazer, mas o pensar na Escola. O fazer é importante na segunda linha. Não podemos nos isentar de pensar sobre a Escola com o nosso próprio esforço.
Não há Escola Iniciática voltada apenas para uma única linha, o que significa que o trabalho deve ser nas três linhas: sobre si, em grupo e para a Escola. Só com a ajuda das três linhas sairemos da inércia ou passividade, pois muitas coisas nos mantêm estacionados.
Estando em contato com uma Escola pode-se adquirir certo conhecimento.
Mas o que damos em troca? De que modo nós a ajudamos? Um momento importante nesse processo é assinalado quando começamos a compreender a necessidade de trabalhar pela Escola.
Isto é a terceira linha.
É evidente que a Escola necessita de uma organização e de um local para todos que queiram dela participar, assim, é necessário existir os que compreendam tal necessidade, queiram e possam mantê-la. Tomemos como exemplo uma escola comum que requer determinado plano e organização, assim como pessoas para fazê-la funcionar. É preciso determinar e saber quem fará cada coisa.
Quem quiser prosseguir deve compreender que a existência e prosperidade da Escola são questões nas quais cada qual deve pensar e tentar compreender suas exigências. Consideremos como preocupação pessoal o fato de que a Escola deve prosseguir e não nos omitamos, deixando essas questões para outros tratarem. Se cada um de nós pensarmos somente em si, a Escola não se sustentará e pode desaparecer.
Há um provérbio que diz: Se você gosta de deslizar encosta abaixo, deve gostar de empurrar o trenó até o alto da montanha. Ele nos aponta o equívoco quando pensamos assim: Estou interessado na primeira linha, mas não na terceira. É o mesmo que dizer: Gosto de deslizar pela encosta, mas não gosto de empurrar o trenó até o alto da montanha.
Nosso próximo artigo tratará sobre As Regras na Escola Iniciática.

 O TREVO NOVEMBRO 2010
ESCOLA DE APRENDIZES