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segunda-feira, 6 de abril de 2015

21 =-- AS REGRAS NA ESCOLA INICIÁTICA III
GEESE
Disse-lhe Tomé: Não sabemos para onde vais, como poderemos saber o caminho? Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. João, 14:5-6.
Regra da confiança no Mestre
Exige-se dos membros de cada Escola que digam a seu mestre toda a verdade.
Não nos damos conta do lugar imenso que ocupa a mentira em nossas vidas, ou pelo menos, a supressão da verdade. Somos incapazes de ser sinceros, tanto para conosco mesmo como para com os outros. Nem ao menos compreendemos que aprender a ser sinceros, quando necessário, é algo muito difícil. Imaginemos que dizer ou não a verdade, ser ou não sincero, depende de nós. Por conseguinte, devemos aprender a ser sinceros e aprendê-lo, antes de tudo, em relação ao mestre de nossa Escola. Dizer uma mentira deliberada ao mestre, não ser sincero com ele, ou simplesmente esconder-lhe alguma coisa, torna a presença no grupo completamente inútil, é pior ainda do que se mostrar grosseiro ou descortês para com ele.
Os membros de um grupo vieram para a Escola para aprender e trabalhar sobre si, não conforme sua ideia, mas como é dito que o façam. Se ao estar no grupo, começam a sentir desconfiança em relação ao mestre, a expressá-la, a criticar suas ações, a provar que compreendem melhor que ele como a Escola deveria ser, e se dão provas de rudeza, impaciência, falta de consideração e respeito, tendência a discutir, isto põe fim a qualquer possibilidade de Escola, pois ela só é possível na medida em que as pessoas se lembram de que vieram para aprender e não ensinar.
Quando um homem começa a desconfiar de seu mestre, este perde qualquer utilidade para ele, ao mesmo tempo em que ele próprio se torna inútil para o mestre e, neste caso, é melhor procurar outro ou tentar trabalhar sozinho. Isto não lhe fará nenhum bem, mas fará menos mal que a mentira ou a supressão da verdade ou a resistência e a desconfiança em relação ao seu mestre.
Despertadores
As regras ajudam a todo aquele que queira realmente estar em uma Escola para se livrar de coisas que o poderiam deter ou prejudicar sua iniciação e, também, ajudam-no a lembrar de si mesmo.
No início da Escola, essa ou aquela regra pode desagradar aos seus membros.
E até perguntam: Não podemos estar na Escola sem regras? Elas parecem-lhes ser um constrangimento inútil imposto a sua liberdade ou uma formalidade aborrecida; e a incessante recordação dessas regras parece-lhes prova de descontentamento ou de má vontade da parte do mestre.
As regras constituem a primeira e principal ajuda que se recebe da Escola.
Elas não objetivam satisfazer nem tornar as coisas mais fáceis. Seu objetivo é fazer com que os membros de um grupo comportem-se como se comportariam caso lembrassem de si mesmos e compreendessem como devem se conduzir em relação às pessoas que estão fora da Escola, em relação às que estão na Escola e em relação ao mestre.
Se pudessem lembrar de si e compreender isso, nenhuma outra regra lhes seria necessária. Mas, no início da Escola, não são capazes de lembrar de si e não compreendem essas coisas, de modo que as regras são indispensáveis e jamais podem ser fáceis, agradáveis ou confortáveis. Ao contrário, devem ser difíceis, desagradáveis e desconfortáveis; de outro modo, não corresponderiam a sua finalidade.
As regras são os despertadores que tiram do sono aquele que dorme. Mas o homem que abre os olhos por um segundo fica indignado, quando ouve tocar o despertador, e pergunta: será que não se pode despertar sem todos esses despertadores?
Regras particulares
Além das regras gerais, são ainda impostas a cada pessoa condições particulares relacionadas com seu defeito ou traço principal.
O caráter de cada homem apresenta certo traço que lhe é central. Seu trabalho pessoal deve consistir essencialmente numa luta contra esse traço principal. Isso explica por que além das regras gerais deve-se estabelecer regras particulares a cada adepto. O que é necessário a um pode não se aplicar a outro. Um fala demais; deve aprender a calar-se. Outro se cala quando e deve aprender a falar. E é assim com tudo.
As regras gerais para o grupo dizem respeito a todo mundo. Diretrizes pessoais só podem se referir àquele que se destinam.

 O TREVO FEVEREIRO 2011
ESCOLA DE APRENDIZES