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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

39 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPÍTULO V: BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS


ITENS 6 e 7: CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES

      Se muitos dos sofrimentos na Terra são conseqüências de infrações às leis de Deus, cometidas nesta existência, outros parecem imerecidos e injustificáveis, quando quem os sofre nada fez por merecê-los.

      Nascer em ambientes miseráveis, material e espiritualmente falando. Nascer com deficiências físicas ou mentais. Nascer de pais que não os querem e os abandonam ou os maltratam. Ter doenças que causam sofrimentos e para as quais não se descobriram a cura. Morte de entes queridos, filhos, pais de família. Falta de oportunidade para trabalho que supra as necessidades da família. Alterações drásticas na renda familiar, por motivos alheios a ações dos seus membros. Acidentes sem culpa dos que os sofrem. Flagelos naturais, como enchentes, secas, etc. Antipatias inexplicáveis. Frustrações apesar do esforço em realizar os sonhos. Tantos outros sofrimentos, aparentemente, injustificáveis.

      Se já compreendemos Deus com Seus atributos absolutos, como já vimos no estudo 36, não podemos culpá-Lo. Se pensarmos no axioma: "todo efeito tem uma causa", não existindo aquele sem este, concluiremos que todos os sofrimentos citados têm também uma causa e se essa causa não pode vir de Deus, tem de vir do homem.

      Aí entra a lei das vidas sucessivas, oferecendo oportunidades infinitas de evolução contínua ao Espírito imortal. Somente ela mostra a justiça de Deus na lei de causa e efeito ou de ação e reação, dando a todos os seus filhos oportunidades de errando e acertando, corrigindo e aprendendo, ir se completando, nos desenvolvimentos do seu potencial espiritual.

      As causas das aflições, das dores e dos sofrimentos que não estejam na existência atual estão nas anteriores, originadas por quem as sofre.

      A justiça de Deus, que dá a cada um segundo as suas obras, através das suas leis sábias e perfeitas, oferece assim, a benção do aprendizado constante, na corrigenda e na reparação das faltas cometidas, não havendo pois, injustiça mas sim justiça perfeita.

      Então, os sofrimentos do viver na Terra são conseqüências de faltas cometidas pelos homens, na existência atual ou em anteriores. Cada um, com seu livre arbítrio, sua vontade, sua perfectibilidade, sendo responsável pelo seu desenvolvimento espiritual, é, conseqüentemente, responsabilizado pelas suas ações, por tudo que faz, na medida do seu entendimento.

      Por isso a Terra, morada de espíritos imperfeitos, em evolução para a perfeição possível, é considerada um mundo de expiações e de provas, onde ainda há necessidade de experiências dolorosas e desagradáveis, para que o homem aprenda a fazer aos outros somente o bem, amando-os como irmãos.

      Enquanto rebelde, vai de ações e reações, sofrendo o que faz sofrer, colhendo do que planta, até compreender que de si depende libertar-se das aflições desta vida e que a justiça de Deus nunca falha.

      Numa visão materialista, do nascer, crescer e morrer, a Terra é um mundo injusto na distribuição de dores, bens e felicidade a bons e maus. Mas se a olharmos, sob o ponto de vista da imortalidade do espírito e das vidas sucessivas, perceberemos que essa injustiça é apenas aparente, visto que cada um está, no momento, vivendo experiências necessárias ao seu aprendizado, colhendo o que plantou nas anteriores, e de cada um depende libertar-se dessas necessidades expiatórias, exercitando o bem.

      Na Terra, permanecem presos os que se prendem aos seus valores, os que ainda não aprenderam valorizar os bens espirituais. Quem entende esses últimos, passa a usar seus recursos próprios e os que o viver na Terra propicia, para não infringir as leis divinas, respeitá-las e vivenciá-las como puder, mas, exigindo o máximo de si, para libertar-se da atração que os valores materiais exercem sobre os espíritos imperfeitos.

      Assim, sofrer as conseqüências das faltas, além de ser prova de justiça é também um estímulo para evitá-las, porque evitando-se as causas elimina-se, concomitantemente, as conseqüências.

      Errar é humano, mas persistir no erro é falta de inteligência e de sensibilidade.

Leda de Almeida Rezende Ebner

Agosto / 2004

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