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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A PRECE E A CURA FÍSICA

Rafael Couto Melsert

Nas atividades espíritas diárias, é bem conhecida a capacidade humana de influenciar, mesmo à distância, as condições de saúde de outras pessoas, através do ingresso em um estado de paz, equilíbrio, harmonia e, sobretudo, pela prática da prece.

Nos últimos anos, foram realizados vários estudos sobre os efeitos da prece em doenças orgânicas, para aperfeiçoar a compreensão dos processos envolvidos nas conexões entre os pensamentos e as emoções na produção de efeitos no mundo físico. Dentre eles, poucos reuniram condições de aceitabilidade científica, sendo elaborados sob condições estritas, de forma a garantir que nem os pacientes e nem as pessoas a quem as orações foram destinadas soubessem da existência uns dos outros. Em 2000, uma revisão sistemática concluiu que em 57% dos estudos houve um efeito positivo da prece nos tratamentos.

O primeiro dos trabalhos foi conduzido para determinar os efeitos da prece nos pacientes da Unidade Coronariana de um Hospital Geral na Califórnia. Os 383 pacientes foram aleatoriamente distribuídos, por um computador, entre os grupos que receberiam ou não a prece. Os resultados revelaram que os pacientes do primeiro grupo necessitaram cinco vezes menos de antibióticos, apresentaram três vezes menos edema pulmonar e nenhum deles precisou de intubação endotraqueal, enquanto doze pacientes do outro grupo requereram este tipo de cuidado.

Em Kansas City, foi realizado um estudo em condições mais rigorosas do que as da Califórnia para aferir o efeito da prece em 990 pacientes internados na Unidade Coronariana.

Os resultados revelaram que os pacientes que foram alvo da prece e aqueles que não a receberam tiveram o mesmo tempo médio de hospitalização, mas os primeiros necessitaram de menos intervenções cirúrgicas e procedimentos invasivos.

Uma pesquisa criteriosa foi realizada por três centros médicos importantes de São Francisco, Califórnia, para avaliar os efeitos da prece sobre 40 pacientes com AIDS em estágio avançado.

As pessoas encarregadas pelas preces foram escolhidas dentre Cristãos, Judeus, Budistas, Nativos Americanos até graduados por escolas de Bioenergética e Cura pela Meditação.

Houve a exigência de que todas elas tivessem um mínimo de cinco anos de experiência neste tipo de atividade, incluindo a atuação prévia em pacientes com AIDS.

Os resultados demonstraram que o grupo que recebeu a prece requereu menor número de visitas domiciliares dos médicos, menores períodos de hospitalização, menor acometimento por doenças oportunísticas e menor severidade das doenças adquiridas.

Por fim, um estudo mais polêmico foi conduzido em Israel, objetivando conhecer o efeito da prece remota e retroativa em pacientes portadores de infecção generalizada na corrente sanguínea, condição conhecida como sepsis. Os seus autores fizeram realizar as preces em um período variando de 4 a 10 anos após os pacientes haverem sido hospitalizados.

O objetivo era avaliar os efeitos das preces, à distância no tempo e no espaço, na taxa de mortalidade dos pacientes e no encurtamento do tempo de internação hospitalar e da duração da febre.

Dos 3.393 pacientes com infecção, 1.691 foram destinados ao grupo que receberia as preces e 1.702 ao grupo controle. Os resultados demonstraram que a porcentagem de pacientes que faleceram foi menor no primeiro grupo e não houve diferença significativa entre as taxas de mortalidade dos pacientes pertencentes a ambos. No entanto, no que concerne à redução da permanência hospitalar e do período de febre, a diferença foi significativa a favor dos pacientes que receberam as preces.

Para os estudiosos da doutrina espírita, o estado de oração é uma atividade diária, cujo efeito, muitas vezes, não é tão valorizado como deveria ser. A abordagem científica do assunto talvez possa trazer elementos para estimular a prática e a compreensão da prece.

 

O que é e para que serve o Tratamento Espiritual?

É a denominação dada aos passes de cura ministrados pelos médiuns da Casa, sob a orientação da Espiritualidade Superior.

O objetivo deste trabalho é aliviar os sofrimentos físico-espirituais dos pacientes. Após uma entrevista com a Equipe do Atendimento Fraterno, os pacientes - freqüentadores que necessitam de amparo para seus males - são encaminhados ao tratamento espiritual, onde, através do passe, o organismo físico é tratado e, sem dúvida, muito beneficiado.

Lembramos sempre que a principal finalidade do trabalho é tratar os registros de desequilíbrio existentes no periespírito do paciente. O resultado varia de acordo com a necessidade que cada pessoa tem em passar por determinada provação.

É importante que o paciente não abandone a medicina tradicional, tenha fé e se lembre de que é co-autor no tratamento, devendo perseverar no processo de harmonização interior.

 

O jornal O APRENDIZ é uma publicação bimestral do CEMA - Centro Espírita Maria Angélica

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Ano 1 Nº 3 outubro-dezembro 2002